sábado, 16 de abril de 2016

Impeachment é a solução ou a melhor alternativa?

Na vida temos que ter coerência. Mesmo apesar de reconhecer a eleição passada e dar um voto de confiança mental à presidente eleita, em poucos meses após o início do segundo mandato, as mentiras vieram à tona. Ela não conseguiu sustentar o cenário maquiado que usou para se reeleger.

Me senti um otário e pelo meu direito democrático manifestei em todas as datas agendadas, acompanhei os noticiários, expus minha opinião sempre respeitando os pontos de vista contrários. Afinal tenho vários amigos petistas e que continuarão sendo sempre grandes amigos.

Estamos chegando na hora de converter o que a pressão das ruas (grande maioria) a pelo menos 1 ano e meio vem pedindo: saída desse governo. Agora a tensão é máxima e a tática vermelha é de confundir as pessoas. Impeachment sem crime é golpe. Deve ser mesmo. A questão é que querem desqualificar os crimes, transformando as mentiras em verdades e distorcendo os fatos. Infelizmente, fazer uma nova eleição imediatamente não está previsto na legislação. Na minha opinião seria a melhor saída.

Quem venha o Temer por enquanto. Mas que sigam os processos do TSE e as investigações do Judiciário. Ninguém aguenta essa política. O sistema é foda!

Convido a todos apoiarem o impeachment e também de entrar na política. A única forma de transformar esse quadro é o ingresso de pessoas de bem e comprometidas. Ninguém sobe em uma árvore pelos galhos mais altos. Tem que começar pela base. Eu estou me preparando. Sou pré-candidato a vereador em BH. Sua decisão, nosso futuro! Que Deus ilumine a história que está sendo escrita nesse capítulo!

sexta-feira, 1 de abril de 2016

Salve-se quem puder



O instinto de sobrevivência é uma característica de todas as espécies. Mas os seres humanos, racionais na essência, com grande capacidade de se organizar em sociedade, constantemente tomam decisões egoístas com o objetivo único e exclusivo de salvar a própria pele.

Em um mundo globalizado, totalmente interligado pela internet, como pensar em uma decisão que não afete a vida do outro? Claro que existem níveis e existem pessoas que influenciam mais ou menos aqueles que estão à sua volta. Não necessariamente em termos geográficos, mas em muitos casos em termos de círculos sociais, comerciais, educacionais, etc. É como a fábula do “Rato na fazenda” que ao final nos mostra que o problema de um é problema de todos.

Nas últimas semanas vimos os holofotes voltados para as manifestações sociais, para as surpreendentes revelações, das tramas dos bastidores. Tudo interagindo a uma velocidade jamais vista, praticamente em tempo real. Quem diria? Como acreditar em manipulação sendo que toda informação que se quer está a poucos passos de uma pesquisa eletrônica? Mas as armadilhas existem. E existem nas próprias pessoas. Isso porque se a consciência for construída à reboque de outras visões sem a formação do senso crítico, poderão ser conduzidas de forma às vezes maquiavélica.
O mais interessante é que todos acabam recebendo o impacto da onda que se alastra a partir de tais atos. Como pensar que o “problema não é meu”?  Quanto mais cedo se reconhece que há um problema e passa-se a atuar na sua solução, mais rápido o problema de todos será corrigido. Essa deveria ser a posição das pessoas que tem alto poder de influência nos círculos sociais, onde suas atitudes deveriam estar mais vinculadas ao coletivo do que ao individual. Mas esse é o instinto de sobrevivência que cega a visão daqueles que estão no comando. No mundo animal, o rei da selva estando cercado por um bando de suas presas, ameaçado, só pensa em se safar. Sabe que o bando poderá triunfar sobre sua máxima performance individual. E aí começa o salve-se quem puder!
Precisamos de que as pessoas que ocupam postos de grande relevância não se coloquem em primeiro plano. Afinal, os problemas gerados nas decisões, afetam todos. Como seres humanos, precisamos destacar nossa capacidade e encontrar formas de melhorar nosso convívio social. No momento de pressão máxima, qual será sua ação: proteger a todos ou salve-se quem puder?

terça-feira, 1 de março de 2016

Boa e velha vaquinha

Quem nunca fez uma vaquinha? Esse conceito popular comumente utilizado e hoje até automatizado em sites específicos, permite que um grupo de pessoas se empenhe de forma proporcional para adquirir um determinado bem ou objeto.

O mercado sempre tentando criar alternativas para os momentos que vivemos, reativou de forma mais intensa os consórcios. Enquanto as taxas de juros estavam baixas (ou acessíveis melhor dizendo), os consórcios ficaram um pouco esquecidos. Afinal era mais convidativo contratar um financiamento que daria acesso imediato ao bem do que se envolver com um sistema de compra que depende de sorte e probabilidade.

Na verdade o consórcio é uma vaquinha mensal sorteada a um dos participantes do grupo. A cada mês, todos juntam um dinheiro (valor do bem) e distribuem a um sortudo que teve seu número escolhido entre os demais. Mas e se eu for o último a ser sorteado?

Na verdade se você é disciplinado, já tem seu capital e tem condição de comprar tudo à vista, acredito nem precisar continuar nossa conversa, pois o ideal é você utilizar seu dinheiro para uma excelente compra à vista. Mas se essa não é sua realidade, entrar em um consórcio, mesmo vindo a ser o mais azarado do grupo e se tornar o último a ser contemplado, pode não ser de tudo ruim. Talvez tenha sido a forma que você se viu forçado a economizar e ao final ter o dinheiro para comprar o tão sonhado (ou planejado) bem. Mas e se a sorte estiver ao seu lado?

Claro que o consórcio tem um custo além do custo do bem. As administradoras cobram uma taxa de administração que varia de acordo com a modalidade (veículos ou imóveis), prazos e valores. Mas esse custo é bem menor que os juros pagos ao longo do período em um financiamento. Tecnicamente o consórcio não tem juros.

Como os juros no mercado tem subido e o crédito tem sido mais escasso, os consórcios voltaram para viabilizar a compra de carros, apartamentos, lotes, etc. Inclusive tem sido muito acessados para aqueles que tem como objetivo de dar lances para acelerar contemplações. São muitos detalhes que tem que ser observados mas acredito ser uma boa alternativa para realizar a compra de um bem. Imagine com um ano de economias, já ter a possibilidade de adquirir um imóvel. O fato é que pode ser uma boa alternativa a se pensar. Lembre-se da boa e velha vaquinha!

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Não existe condomínio grátis

Nos tempos de hoje é mais provável que uma pessoa qualquer more em um prédio que em uma casa. Mesmo se morasse em casa, provavelmente seria em um condomínio. E todo condomínio implica em custos para manter os gastos com a área comum e seus serviços agregados.

A popular frase “Não existe almoço grátis” é bem aplicável aos condomínios edilícios. É muito comum as pessoas procurarem por pacotes completos, assim como em um veículo com todos os opcionais instalados, com o objetivo de agregar valor, buscando conforto, estilo e nível social. Mas certamente a conta vem para pagar.

Serviços de portaria 24h, limpeza de piscinas, manutenção de jardim, ente outros, tem seus custos apresentados mensalmente ao condomínio. A estrutura de academias, áreas de lazer, equipamentos eletrônicos e etc. precisam de manutenção (corretiva ou preventiva) que geram custos ao condomínio. Sem contar nos custos com manutenção de elevadores (em prédios mais altos), limpeza, sistemas de segurança e seguros que ocorrem em todo prédio.

Mas por outro lado, o que mais encontramos são pessoas que buscam condomínios baratos. Vários empreendimentos têm buscado tecnologias para automatizar serviços, como por exemplo, portaria e vigilância eletrônica, além de sistemas de reutilização de água e geração de energia para utilização no local.

Mas como buscar desembolsar um valor baixo de condomínio e ter direito aos “opcionais”? A primeira saída é optar por edifícios maiores onde os custos sejam divididos para mais pessoas, diminuindo o valor do condomínio mensal. Outra saída são os edifícios que tem o consumo de água, energia elétrica e gás individualizados por apartamento. Assim, os custos que virão na taxa de condomínio podem ser menores considerando que o condômino não está pagando por custos indiretos de outras pessoas os quais vieram calculados via rateio de custos. Ele está pagando apenas por custos comuns. Assim terá oportunidade de ter um custo baixo em sua residência, fazendo que na conta agregada ele pague um montante menor.

Existem sites que permitem as pessoas simularem o valor de condomínio informando os opcionais disponíveis no prédio e o número de unidades. É uma forma de entender qual seria um provável valor de condomínio, até para se comparar com o que se paga hoje em seu prédio.

Mas a saída principal, que certamente vai trazer resultado, é a pessoa buscar um imóvel em um condomínio que atenda suas necessidades, nem faltando nem sobrando “opcionais”, de tal forma que seu custo realmente seja para pagar o que precisa. Afinal, o momento econômico pede por racionalização. E não existe milagre. É matemática. Ou existe condomínio grátis?

sexta-feira, 1 de janeiro de 2016

Imóveis sempre foram importantes para quem quer ganhar dinheiro

Desde os primórdios, a propriedade de imóveis foi uma estratégia utilizada como investimento. Quando Belo Horizonte ainda imaginava que seus limites ficariam na então Avenida do Contorno, vários cidadãos visionários compraram terrenos em locais aonde a cidade um dia viria a se expandir. E o resultado foi evidente.

Ações na bolsa, títulos de renda fixa e empresas ou franquias são com certeza boas opções de investimento. Mas o imóvel em especial, mesmo em alguns casos com taxas de retorno menores, tem um comportamento interessante a ser percebido. Eles permitem fluxos de caixa perenes (aluguéis), tem seus valores corrigidos (em longo prazo) pela inflação e atravessam momentos econômicos difíceis trazendo a seu proprietário segurança no seu patrimônio.

A dificuldade de perceber esses investimentos em imóveis está na visão em longo prazo. De um modo geral, todos querem resultados instantâneos. Mas o que teremos daqui a 5 ou 10 anos? As respostas às vezes não estão embaixo do seu nariz. E obtê-las requer observação e estudo.

O Buritis mesmo é um exemplo disso. Quem nas décadas de 80 a 90 imaginou que comprando um lote por R$ 10,00/m², venderia por R$ 1.000/m²? Quem imaginou comprar um apartamento e vender por um preço três vezes maior em 10 anos? O fato é que as oportunidades estavam lá e algumas pessoas as perceberam.

Atualmente passamos por um momento de crise, recessão na nossa economia e desaceleração do investimento. Certamente é um momento que oportunidades surgem a todo instante. Mas o que falta para buscá-las? Muitos acham que a questão é ter dinheiro na conta. Isso é bom, mas não é o principal. Ter informação é o principal.

Um pedreiro que trabalhou comigo me encontrou e me contou todo feliz que estava conseguindo fazer o que havia lhe falado: ele colocou suas reservas conquistadas no bom período que a construção civil teve até 2013 na aquisição em um barracão de 2 quartos em uma localidade na periferia de Belo Horizonte, na divisa com Santa Luzia. Ele aplicou em torno de R$ 40 mil e hoje tem um aluguel de pouco mais que R$ 500. Sabe o que isso significa? Que em 7 anos ele pagará todo investimento e para o resto da sua vida terá uma renda de aluguel.

Já em outro nicho, um investidor assumiu uma edificação que estava parada com uma expectativa de investimento na ordem de R$ 7 milhões com um retorno previsto de R$ 3 milhões de ganho líquido em dois anos ou R$ 35 mil de aluguéis por mês. Vale a pena?

Desde um barraco até um apartamento de luxo, os imóveis hospedam oportunidades. Perceber aqueles que podem colocar dinheiro no seu bolso é o mais importante. No popular: pergunte para quem “tem dinheiro” se ele tem imóveis para auferir resultados? Você vai perceber!

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Pai Rico ou Pai Pobre?

No meu dia a dia, muitas pessoas me perguntam sobre investimentos e formas de aplicar seu dinheiro. Muito antes de analisar tendências de mercado ou gráficos de bolsa, gostaria de trazer uma provocação sobre nossa educação sobre dinheiro.

Há mais de dez anos, tive a oportunidade de ler o livro Pai Rico Pai Pobre, dos autores R. Kiyosaki e S. Lechter. O livro, de 1997, traz à tona vários pontos de vista que cabem reflexões. Trata-se de uma narrativa sobre os conceitos ensinados ao autor por seu mentor “Pai Rico” que não era seu pai biológico, o “Pai Pobre”. Essa leitura foi um divisor de águas na minha forma de perceber a relação entre profissão, sucesso e valores acadêmicos.

Em nossa sociedade somos treinados, de um modo geral, desde novinhos a nos tornarmos exímios alunos em troca de um futuro promissor, obtendo um bom emprego e dessa forma viabilizar adquirir nosso patrimônio. Mas será que essa é uma visão limitada?

Pessoas que ganham relativamente bem, às vezes não conseguem se libertar de uma vida financeiramente apertada, gastam dinheiro com juros e superficialidades, e às vezes, não conseguem formar um patrimônio para ter um pouco de conforto em suas vidas. Por outro lado, pessoas que nada tinham conseguem ter um sucesso financeiro e com isso realizar seus sonhos. Qual é a chave? Claro que existem milhões de situações mas uma delas é primordial: tem pessoas que focam suas energias em aplicar o seu dinheiro em “coisas” que te fazem gastar mais dinheiro, formando um redemoinho de despesas sem fim, que esgotam por um ralo todas as chances de formar seu patrimônio. Por outro lado, existem pessoas que são disciplinadas a aplicar seu dinheiro em “coisas” que retornam mais dinheiro, seja em novos fluxos de caixa ou valorização. Essas sim são os verdadeiros ativos. Em nossa sociedade de consumo, temos a nossa frente sempre grandes ofertas. Grandes ativos ou passivos? Quanto tempo nós dedicamos sonhando com os passivos e despesas? E quanto tempo nós sonhamos com os ativos que retornam mais dinheiro? Será que estão tão longe assim do nosso dia-a-dia?

E nossa longa jornada de formação, não deveria ser a garantia do sucesso? A resposta é não. Nossa formação nos permite compor nossa “caixa de ferramentas” da vida, que poderia nos dar melhores chances para gerir nossa vida financeira ao longo da existência. Mas do que adianta ter ferramentas e não usar, ou usar de forma inapropriada?

Parece simples mas não é. Ou é tão simples que não entendemos porque tornamos difícil. Talvez a questão seja praticar. Mas se falta prática, e talvez teoria também, o que vamos ensinar aos nossos filhos. Seremos Pais Ricos ou Pais Pobres?