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quinta-feira, 21 de janeiro de 2021

Braulio Lara assina Projeto de Resolução que suspende decreto da PBH

    O vereador Braulio Lara, junto de demais cinco parlamentares, apresentamos na tarde desta quinta-feira, 21 de janeiro, um Projeto de Resolução que suspende o decreto da PBH que fechou, sem diálogo com a sociedade, o comércio de nossa cidade.

    Braulio tem batido na tecla de que saúde e economia conseguem perfeitamente andar lado a lado. "É necessário fazer uma gestão mais eficaz. Lockdown é uma medida extrema. E além disso, a forma do decreto possui ilegalidades e que precisam ser discutidas", afirma o vereador.

    Segundo o parlamentar a pandemia é real e todo cuidado é necessário. "Mas precisamos preservar os empregos da cidade e retomar as atividades econômicas", finaliza Braulio. 

Assinam o Projeto de Resolução os vereadores Fernanda Pereira Altoé, 
Nikolas Ferreira, Marcela Trópia, Ciro Pereira, Flávia Borja e Braulio Lara

quarta-feira, 1 de junho de 2016

Sonhar não custa nada



“Do que me adianta viver na cidade se a felicidade não me acompanhar”. Cidade que tem bairros mas tem bairros que são como uma cidade. Nosso bairro é maior que muita cidade. Por isso ele tem que ser um lugar cada vez melhor para se viver. Claro que é um ponto de vista. Mas como saber para onde ir se não se pensar como deveria ser?
Quando o Sol levanta, me preparo para mais um dia. Após tomar um café reforçado, levo meus filhos para a escola. Essa escola é pública do mais alto nível. Os professores todos são residentes no bairro. Todos tem um motivo de querer desenvolver seus sucessores, ou seja, a geração que chega. Seus filhos e netos estudaram nessa escola. Ela possui programas de desenvolvimento técnico e científico de modo que os filhos desse bairro tem uma preparação cada vez mais sólida para que sejam profissionais mais produtivos e eficientes em suas profissões. Todos tem fluência em três idiomas: português, inglês e espanhol. Motivo simples: nossos vizinhos falam espanhol e o mundo fala inglês. As pessoas valorizam essa escola e as universidades ao redor. As famílias passam a se conhecer e percebem que o maior patrimônio social é o resultado que o futuro vai retribuir.
Não peguei trânsito, pois a escola aperfeiçoou a logística para pegar os alunos em casa. Afinal, por que no período de férias o trânsito da cidade funciona bem melhor? De qualquer forma, tudo foi pensado para não se gerar gargalos nas vias que estão disponíveis. Mesmo tendo ido de carro, transitei sem atrasos. Mas precisava me dirigir ao centro. Então, parei meu carro em um grande bolsão de estacionamento na saída do bairro. Neste local, entrei em um ônibus extremamente confortável, que teve suas rotas calculadas para que mesmo em horários de pico, nenhum passageiro tivesse que ir em pé. Tranquilamente, li as notícias do dia no meu celular enquanto ocorria o deslocamento no ambiente com pouco ruído e climatizado.
Cheguei ao local desejado e não precisei preocupar com vagas para estacionar. Me desloquei ao destino com toda a segurança de não ser tomado de assalto na rua. A economia está aquecida e em crescimento. Por isso, todos os cidadãos trabalham e tem seu sustento. A criminalidade foi caindo a tal ponto que não é mais um motivo de preocupação. Acertados os pontos da reunião sobre um novo empreendimento, fui ao banco onde o financiamento ocorre com juros baixos. O dinheiro dos bancos fomenta a produção e não a especulação. Além disso, para obter as licenças junto aos órgãos públicos, nunca fui tão bem atendido: estavam prontos para me impulsionar e a burocracia era inteligente e ágil. Todos ganhariam com o novo projeto, inclusive o Estado recebendo sua contrapartida em impostos para então cumprir seu papel. Alíquotas justas e que todo contribuinte tinha orgulho em pagar.
Tudo interligado e funcionando para crescer. Problemas sempre existiram. Mas mesmo quando precisei do judiciário, em poucas semanas, já havia uma decisão tomada sobre o assunto. Voltei para casa ao final do dia. Não perdi tempo no trânsito. Peguei meu carro no bolsão de estacionamento onde eu o coloquei com toda a segurança. Percebi que não estava legal e fui ao posto de saúde do bairro. Fui atendido por médicos muito capacitados que desenvolviam seu trabalho recebendo um salário a altura de sua formação. Enfim, no meu lar, olhei para meus filhos e percebi que nos olhos deles o futuro estava se aproximando em um contexto cada vez melhor.
Certamente, ao ler esses parágrafos, alguém poderá dizer: -- Acorda! Vem para a realidade! Mas me fala uma coisa: se você não puder mentalizar um futuro, como saber para onde você está indo? Afinal, sonhar não custa nada. Mas sua decisão, é o nosso futuro.

sexta-feira, 1 de abril de 2016

Salve-se quem puder



O instinto de sobrevivência é uma característica de todas as espécies. Mas os seres humanos, racionais na essência, com grande capacidade de se organizar em sociedade, constantemente tomam decisões egoístas com o objetivo único e exclusivo de salvar a própria pele.

Em um mundo globalizado, totalmente interligado pela internet, como pensar em uma decisão que não afete a vida do outro? Claro que existem níveis e existem pessoas que influenciam mais ou menos aqueles que estão à sua volta. Não necessariamente em termos geográficos, mas em muitos casos em termos de círculos sociais, comerciais, educacionais, etc. É como a fábula do “Rato na fazenda” que ao final nos mostra que o problema de um é problema de todos.

Nas últimas semanas vimos os holofotes voltados para as manifestações sociais, para as surpreendentes revelações, das tramas dos bastidores. Tudo interagindo a uma velocidade jamais vista, praticamente em tempo real. Quem diria? Como acreditar em manipulação sendo que toda informação que se quer está a poucos passos de uma pesquisa eletrônica? Mas as armadilhas existem. E existem nas próprias pessoas. Isso porque se a consciência for construída à reboque de outras visões sem a formação do senso crítico, poderão ser conduzidas de forma às vezes maquiavélica.
O mais interessante é que todos acabam recebendo o impacto da onda que se alastra a partir de tais atos. Como pensar que o “problema não é meu”?  Quanto mais cedo se reconhece que há um problema e passa-se a atuar na sua solução, mais rápido o problema de todos será corrigido. Essa deveria ser a posição das pessoas que tem alto poder de influência nos círculos sociais, onde suas atitudes deveriam estar mais vinculadas ao coletivo do que ao individual. Mas esse é o instinto de sobrevivência que cega a visão daqueles que estão no comando. No mundo animal, o rei da selva estando cercado por um bando de suas presas, ameaçado, só pensa em se safar. Sabe que o bando poderá triunfar sobre sua máxima performance individual. E aí começa o salve-se quem puder!
Precisamos de que as pessoas que ocupam postos de grande relevância não se coloquem em primeiro plano. Afinal, os problemas gerados nas decisões, afetam todos. Como seres humanos, precisamos destacar nossa capacidade e encontrar formas de melhorar nosso convívio social. No momento de pressão máxima, qual será sua ação: proteger a todos ou salve-se quem puder?