quarta-feira, 20 de maio de 2020

Live lançamento da Vaquinha Virtual (Pré-candidatura Braulio Lara para as eleições de vereador BH)

As falas que ouvi nessa live foram de arrepiar. Muito obrigado aqueles que participaram. Quero agradecer a todos que apoiam essa caminhada. O lançamento da vaquinha virtual foi um sucesso! Acesse https://www.queroapoiar.com.br/brauliolara para nos ajudar viabilizar arrecadação de fundos para a candidatura a vereador em BH nas eleições desse ano. Vamos juntos! #brauliolara2020

quinta-feira, 30 de abril de 2020

O dilema da quarentena - Artigo Jornal - ABR/2020


O dilema da quarentena

Em várias entrevistas das autoridades de saúde, durante a pandemia, foi usada a seguinte frase: “uma quarentena bem sucedida pode parecer não ter sido necessária”. O objetivo principal de se fazer a quarentena é bloquear ou dificultar a propagação do vírus. No entanto, o bloqueio das atividades traz, também, o problema econômico. Sendo assim, não tem como evitar a discussão sobre o que fazer para dosar as medidas.

Belo Horizonte está há pouco mais de 40 dias com seu comércio fechado e permitindo apenas o funcionamento de atividades essenciais. A medida foi muito importante para passar pela primeira fase da pandemia. Foi necessário esse tempo para entender melhor o vírus, colecionar dados para fundamentar análises e equipar a estrutura do sistema de saúde. Nesse período, coletamos bons resultados: baixo índice de mortes (17 óbitos registrados até o dia da publicação), hospitais preparados e com capacidade disponível e engajamento da população nas medidas de segurança e higiene.

A tendência é que conviveremos com o vírus por muito tempo. A curva de contaminação não vai parar de avançar até que grande parte da sociedade se torne imunizada, tendo recebido o vírus pelo menos uma vez. Ou seja, temos que avançar retardando ao máximo a propagação do vírus.

No entanto, o tempo está passando e é preciso enxergar uma direção para trabalhar a saída do isolamento. As pessoas estão perdendo suas fontes de renda. E quando a classe empresarial se manifesta em prol de flexibilização, não pode ser rotulada como insensível aos problemas de saúde. Tenho certeza que ninguém está pensando em ganhos, mas sim em sobrevivência. As empresas, principalmente as pequenas, são as maiores responsáveis por manter a renda de muitos trabalhadores.

As autoridades de saúde afirmam que não há segurança para se abrir o comércio agora, porém não apresentam quais seriam os indicadores de monitoramento, para se formar um cenário que subsidie a decisão da saída do bloqueio. Critérios técnicos são citados com frequência. Contudo, quais são os critérios? Esperar o noticiário parar de falar que em outros cantos do mundo morrem pessoas diariamente? Esperar declarações de prefeitos anunciando abertura de covas aterrorizando a população?

Já é hora de um debate franco e honesto para se estruturar o planejamento de retomada das atividades. O resultado positivo, obtido até aqui, envolveu sacrifício de todos e pode muito bem ser mantido se cada um fizer sua parte. Ninguém quer um colapso no sistema de saúde e muito menos a perda de vidas. Mas a inércia pode destruir muitas famílias que não terão, em breve, de onde tirar o seu sustento. Precisamos que as autoridades confiem mais nas pessoas e permitam que voltem ao seu trabalho com cautela, responsabilidade e seguindo um protocolo de segurança a ser pactuado.

Braulio Lara
Empresário e Morador do Buritis – 39 anos; Professor do Curso de Engenharia Civil da UNI-BH; Mestre em Ciência da Computação pela UFMG; Pós Graduado em Gestão de Custos e Controladoria pela UNI-BH; Bacharel em Ciência da Computação pela UNI-BH; Técnico em Eletromecânica pelo CEFET-MG; Corretor de Imóveis registrado no CRECI (Diretor da SOLIMOB Netimóveis);
Artigo publicado no jornal Folha Buritis em 30/04/2020

terça-feira, 31 de março de 2020

CTI Empresarial e o desemprego - Artigo Jornal - MAR/2020


CTI Empresarial e o desemprego

Veio a primeira onda. Houve medo. Medidas drásticas. Isolamento. A ameaça não poderia se proliferar tão rapidamente. Precisava-se de tempo. Risco de colapso. Demos conta. Furamos a onda. Mas quando voltamos à tona, vinha a segunda onda.

Muitos pensaram que somente havia a primeira, pois pela sua altura, perdeu-se a referência da linha do horizonte. Mas tinha outra, tão grande que assustou mais ainda. Ainda bem que muitos já tinham percebido que haveria essa também. E tentaram tomar providências antecipadas, mesmo quando poucos percebiam ou aceitavam.

Então, hospitais de campanha foram criados para tratar dos pacientes empresariais. Uns pequenos, outros grandes. Uns informais outros não. Uns com expressivas folhas de pagamento. Outros com apenas o próprio dono responsável por tirar daquela microempresa o seu sustento e de sua família.

No CTI, ventiladores mecânicos tentavam dar a sobrevida para permitir que aquelas firmas hospitalizadas tivessem como respirar. Precisavam de crédito para absorver os prejuízos acumulados mensalmente pela falta de oxigênio oriunda da queda de faturamento. Os clientes que estavam no ar, não compravam, pois no ar havia uma possibilidade invisível de contaminação, anestesiando o mercado.

Algumas muito debilitadas tiveram que ir para a sala de cirurgias. Tiveram que amputar braços e pernas. Alguns órgãos foram removidos e com isso muitos empregos tiveram que ser eliminados. Mas era a única chance de sobreviver, pois assim, poderiam tentar pelo menos diminuir os custos que mantinham o corpo vivo.

O cenário era catastrófico. Todos os dias, muitas empresas saíam mortas do hospital. Todas as poupanças ficaram pelo caminho tentando dar sobrevida ao negócio. E sem nenhum dinheiro, muitas endividadas, as pessoas não sabiam como fariam para colocar o alimento dentro de suas casas. Famílias choravam sem saber o que fazer ao ver sua fonte de sustento sumir trazendo incerteza, angústia e desespero.

Aquelas que ficaram em pé tentaram entrar em programas de assistência de um Estado também quebrado. No entanto, não podiam se beneficiar, pois todas as suas certidões estavam com apontamentos restritivos. Mesmo tendo alta do hospital, sem nenhuma reserva financeira, não conseguiriam mais andar pelos mesmos mercados. Sua estrutura definhou e agora, para adquirir novamente seu vigor, teriam que se sujeitar aos elevados juros das pseudo linhas de crédito para fomento e desenvolvimento.

Já acordado, pensei: será apenas um pesadelo? Para alguns esse texto não fará sentido. Mas é realidade para muitos, letrados ou não, que vivem empresas de todo porte. As necessidades de ação nesse momento exigem ponderação e união. Muitos insistem em pensar que existe apenas uma onda. Mas existem duas. E por isso é hora de refletir, dialogar e assim conjuntamente apontar as melhores saídas para esse momento tão difícil da nossa história. Com fé, paciência e muito trabalho, vamos sair dessa! Que Deus abençoe a todos!


Braulio Lara
Empresário e Morador do Bairro Buritis (Belo Horizonte/MG) – 38 anos; Professor do Curso de Engenharia Civil da UNI-BH; Mestre em Ciência da Computação pela UFMG; Pós Graduado em Gestão de Custos e Controladoria pela UNI-BH; Bacharel em Ciência da Computação pela UNI-BH; Técnico em Eletromecânica pelo CEFET-MG; Corretor de Imóveis registrado no CRECI (Diretor da SOLIMOB Netimóveis);

Artigo publicado no jornal Folha Buritis em 31/03/2020

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2020

Agora é o carnaval 2020 - Coluna Jornal Folha Buritis - FEV/2020



Agora é o carnaval 2020

Há tempos que os comentários na época de carnaval são praticamente os mesmos. O carnaval sempre traz à discussão a percepção entre aqueles que gostam e os que não gostam da festa. Se vivemos em comunidade devemos sempre reconhecer que o direito de cada um termina quando começa o do outro, ou melhor, devem coexistir 24 horas por dia, todos os dias ao ano. Como equilibrar essa convivência?

Nossa Associação do Bairro Buritis acompanha a realização de todos esses eventos e sempre recebe críticas, algumas construtivas e outras nem tanto, e comentários dos moradores sobre todos os acontecimentos. Então temos um histórico que nos permite tentar pelo menos minimizar os impactos e atritos que possam ocorrer durante a realização dos eventos de carnaval.

Em 2020, o Buritis ficará marcado com um Carnaval diferente. Pouquíssimos eventos de rua, realizados apenas no pré-carnaval, e um evento de grande porte dentro do campus Buritis do UNI-BH, com alvará expedido pela PBH até 1h. Na vizinhança, no bairro Olhos D’água, shows e festas de grande impacto, acontecerão durante toda a madrugada. Entendemos não ser apropriado eventos de grande impacto em área tão adensada como o Buritis e assim temos nos posicionado em todos os foros possíveis. No entanto, de acordo com as autoridades, pela legislação vigente, a PBH pode licenciar esses eventos, porém não tem prerrogativa para liberar descumprimento das leis, principalmente a Lei de Poluição Sonora (Lei Municipal 9505/08).

Na paralela, nesse mês “desenterraram” um projeto de Lei e votaram na Câmara de Vereadores permitindo exceções à regra. Mais quem está lá para nos representar? O PL 60/13, caso seja sancionado pelo Prefeito, irá permitir a realização de ensaios de blocos e escolas de samba nos 60 dias que antecedem o carnaval com duração de até três horas, inclusive noturnos. Só não consta no projeto, embaixo da janela de quem ficará o barulho, “da manifestação popular, cultural, espontânea”.

Por fim, a questão que fica para 2020 é: os horários e seus respectivos limites de decibéis serão cumpridos? Depois de grande atuação da Associação, uma grande estrutura foi criada para monitorar os ruídos durante os eventos, tanto com pontos fixos de medição como com equipes volantes. Caso qualquer cidadão se sinta incomodado, ele poderá primeiramente solicitar aos promotores dos eventos que tomem ações corretivas, acionados pelos canais de atendimento que estão disponibilizados e que também divulgamos no associacaobairroburitis.com.br. Em um segundo momento, poderá abrir protocolo, pelo telefone 156, Disque Sossego, para que a fiscalização vá na residência aferir a pressão sonora. Essa atitude é aquela que fará a diferença entre o que reclama e aquele que age. Contribuir com a formação de uma base de documentação é fundamental para aprimorar ou impedir que novos eventos aconteçam sem a anuência dos moradores.

O carnaval vai acontecer de uma forma ou de outra. Mas como moradores queremos que nossa comunidade seja preservada, que o entretenimento ocorra de forma qualitativa e que todos possam usufruir da melhor forma desta festa.

Braulio Lara
Empresário e Morador do Buritis – 38 anos
Professor do Curso de Engenharia Civil da UNI-BH
Mestre em Ciência da Computação pela UFMG
Pós Graduado em Gestão de Custos e Controladoria pela UNI-BH
Bacharel em Ciência da Computação pela UNI-BH
Técnico em Eletromecânica pelo CEFET-MG
Corretor de Imóveis registrado no CRECI (Diretor da SOLIMOB Netimóveis)

sexta-feira, 31 de janeiro de 2020

A chuva de 1000 anos e os estragos pelo caminho - Coluna Jornal Folha Buritis - JAN/2020



A chuva de 1000 anos e os estragos pelo caminho

As chuvas que caíram em Belo Horizonte em janeiro de 2020 foram de assustar. Devastação em diversos pontos da cidade. Pessoas morreram. O caos se instaurou em algumas regiões e a população ficou muito assustada. Segundo o Prefeito, trata-se de uma chuva que ocorre a cada 1000 anos!

Quando ouvi a afirmativa, fiquei pensando. 1000 anos? O Brasil foi descoberto em 1500. Belo Horizonte tem apenas 120 anos. 1000 anos seria relativo ao passado ou seria sobre o futuro? Qualquer uma das duas percepções podem nos levar a mais uma vez esquecer de fazer o que tem que ser feito.

A água corre pelos vales e não pelo alto das montanhas. Nossa cidade, montanhosa, tem diversos córregos que foram sendo canalizados para comportar o trânsito. As decisões tomadas no passado, nos trazem ao presente. Não temos como alterar o passado. Mas podemos e devemos planejar o futuro.

Belo Horizonte precisa realmente de estabelecer políticas públicas sérias, que estejam acima dos governos que passam. Precisamos resolver os pontos críticos onde ocorrem enchentes. Garantir o funcionamento das bacias de contenção o que não é o ideal, mas contribui para mitigar a impermeabilidade da cidade. Garantir a não ocupação urbana das manchas de inundação próxima aos cursos d’água. Redimensionar os gargalos pluviais e garantir a limpeza dos sistemas de bueiros e bocas de lobo. Enfim, resolver os problemas de saneamento já existentes. No escopo particular, as pessoas e empresas devem ser incentivadas a construir caixas de drenagem com o intuito de retardar o lançamento de água na rede pública em caso de grandes chuvas além de encaminhar parte dessa água diretamente ao solo. E principalmente, manter as áreas verdes que já existem.

Existem boas soluções. O problema é que no festival midiático, a racionalidade é esquecida e as propostas mais mirabolantes surgem. E aqueles que gostam de se projetar na polêmica, apontam o dedo para outros com o intuito de receber apoio instantâneo para aquilo que no final das contas vai ficar do mesmo tamanho.

Agora é hora de trabalhar e reconstruir o que foi destruído. Mas não podemos esquecer que se realmente essa chuva é atípica, tudo que fosse feito talvez fosse insuficiente. As lições ficam e não podem ser esquecidas. Mas quando vem a estiagem, a memória vai sendo apagada. O jeitinho começa a ressurgir e quando vai ver está o Poder Público fazendo obras subdimensionadas, desalinhadas com o plano macro ou as vezes até mesmo ilegais. E quando a chuva atípica aparece (1000 anos soa exagerado demais), ficam todos alarmados. Precisamos das obras de engenharia e também de preservar o meio-ambiente. Mas que estejam alinhadas com a política urbana de longo prazo. Ou quantas vezes vamos chorar em 1000 anos?


Braulio Lara
Empresário e Morador do Buritis – 38 anos
Professor do Curso de Engenharia Civil da UNI-BH
Mestre em Ciência da Computação pela UFMG
Pós Graduado em Gestão de Custos e Controladoria pela UNI-BH
Bacharel em Ciência da Computação pela UNI-BH
Técnico em Eletromecânica pelo CEFET-MG
Corretor de Imóveis registrado no CRECI (Diretor da SOLIMOB Netimóveis)
Contato através do e-mail: braulio.lara@gmail.com

quarta-feira, 1 de janeiro de 2020

Feliz Ano Novo - Braulio Lara 2020


Feliz 2020! O NOVO ano que inicia será bem melhor e todo esforço e preparação farão sentido! Estaremos juntos por nossa BH! E se for comprar, vender ou alugar um imóvel, conte comigo!

Vamos semear o bem, a família, o trabalho. a honestidade e a ética. Se essas sementes brotarem teremos uma sociedade cada vez melhor! Estou no processo seletivo para ser candidato a vereador 2020 pelo Partido NOVO 30. Até o dia D, continuarei conjugando minha vida profissional no mercado imobiliário e na universidade, com o voluntariado como ativista comunitário. Te convido a me acompanhar nas redes sociais (clique aqui). Vamos juntos nessa! Feliz ano NOVO!

Braulio Lara
Empresário Diretor da SOLIMOB Netimóveis – 38 anos
Presidente da Associação de Moradores do Bairro Buritis
Professor do Curso de Engenharia Civil do UNI-BH
Mestre em Ciência da Computação pela UFMG
Pós Graduado em Gestão de Custos e Controladoria pelo UNI-BH
Bacharel em Ciência da Computação pelo UNI-BH
Técnico em Eletromecânica pelo CEFET-MG