terça-feira, 24 de fevereiro de 2026
quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026
TV GLOBO repercute aprovação da Lei dos Fios e Cabos Partidos do vereador Braulio Lara
quinta-feira, 18 de dezembro de 2025
BH deveria ser uma cidade onde todo mundo consiga andar
NAVEGAÇÃO NA LAGOA DA PAMPULHA? NÃO!
Braulio Lara fala sobre os desafios da atividade parlamentar em BH
quarta-feira, 17 de dezembro de 2025
TRÊS GRANDES CONQUISTAS NESTE FINAL DE ANO
Vereador do Ano - Certificação Ouro - pelo Instituto Libertas
Confira aqui as fotos.
Regulamentação de transporte de passageiros por moto tem aprovação final
Sob gritos de ordem e aplausos de motociclistas presentes na galeria do Plenário, a regulamentação do transporte de passageiros por moto mediado por aplicativos em Belo Horizonte foi aprovada em 2º turno na tarde desta segunda-feira (15/12). Assinado por Pablo Almeida (PL), o Projeto de Lei 19/2025 define obrigações para as empresas e para os profissionais. A versão do texto aprovada foi uma subemenda proposta pela Comissão de Orçamento e Finanças Públicas ao Substitutivo-emenda 11, de autoria do líder de governo, Bruno Miranda (PDT). A matéria prevê monitoramento de velocidade das motos com emissão de alertas, criação de pontos de apoio aos profissionais com banheiros e área de descanso e requisitos mínimos para se cadastrar como motociclista nos apps. Agora, o texto segue para procedimentos de redação final e, em seguida, sanção ou veto do Executivo.
Sem impedimentos
De acordo com o autor, o projeto foi construído junto de
lideranças da categoria e com o apoio da prefeitura. O objetivo foi autorizar o
serviço na cidade e garantir que "nenhuma canetada" inviabilize
o trabalho dos profissionais. Por duas vezes, o Ministério do Trabalho
solicitou a suspensão dessa modalidade de transporte na capital mineira, em
dezembro do ano passado e em janeiro deste ano, devido à "necessidade de
regulamentação" da atividade e de que fossem levantadas soluções para
reduzir a quantidade de acidentes. Após mobilização dos profissionais, a
suspensão não chegou a acontecer.
“São pessoas que diariamente saem das suas casas para
exercer de maneira honesta e honrada o seu trabalho. E é isso que nós queremos
continuar possibilitando, que essas pessoas tenham esse direito garantido por
força de lei”, defendeu Pablo Almeida.
Para Braulio Lara (Novo), a aprovação do PL foi “um passo
significativo” que faz com que Belo Horizonte saia na vanguarda da
regulamentação do transporte de passageiros de moto por aplicativo no país,
tornando-se a capital “com a legislação mais moderna” na questão. No Plenário,
os vereadores citaram exemplos como a cidade de São Paulo, que chegou a proibir
o serviço, e recentemente aprovou uma legislação com regras que os apps
consideram inviabilizar a atividade.
Obrigações para as empresas
Dr. Bruno Pedralva e Luiza Dulci, ambos do PT, ressaltaram
que o projeto não apenas autoriza a atividade, mas também cria obrigações para
as empresas. “Regulamentar, para nós, é uma forma de garantir direitos”,
disse a vereadora. O texto aprovado incorporou medidas propostas originalmente
pelos dois parlamentares, como a criação de pontos de apoio para os
motociclistas ao redor da cidade, contando com banheiros, áreas de
descanso, água e wi-fi, e o custeio de seguro de Acidentes Pessoais de
Passageiros (APP) para motoristas e usuários por parte dos aplicativos.
O PL ainda prevê que os apps mantenham sistema de
monitoramento de velocidade e rastreamento em tempo real, enviando alerta
sempre que o motociclista ultrapassar a velocidade da via; que obtenham
diariamente, de forma aleatória, a identificação digital do motorista; que
ofereçam treinamentos periódicos e distribuam dispositivos de segurança em
campanhas educativas; e que compartilhem com o poder público a cada três meses
dados como a base de motociclistas ativos e mapas de calor das viagens por
faixa de horário.
Para os motociclistas, o PL também estipula obrigações, como ter
pelo menos 21 anos de idade; possuir carteira nacional de habilitação por pelo
menos dois anos; ter certidão negativa de antecedentes criminais; utilizar
equipamentos de segurança adequados, incluindo capacete e colete com
refletores; e comprovar aprovação em curso de pilotagem segura ofertado pela
plataforma.
Motofaixas
Ao comemorar a aprovação do texto com 39 votos
favoráveis e nenhum contrário, Braulio Lara afirmou que já tem uma próxima
pauta em mente.
“Nós não vamos parar só nessa legislação. Estamos
trabalhando pesado aqui em Belo Horizonte para que a motofaixa seja de fato
implantada nessa cidade. É mais segurança para o motociclismo, é mais segurança
para o motorista, e Belo Horizonte não pode ficar para trás”, disse.
Sanção ou veto
Caso o PL 19/2025 seja sancionado pelo prefeito Álvaro
Damião, a regulamentação entra em vigor no prazo de 90 dias a partir da
data de sua publicação no Diário Oficial do Município (DOM-BH). Durante as
discussões sobre o projeto, o líder de governo, Bruno Miranda, ressaltou o
apoio do Executivo ao texto. De acordo com ele, o prefeito “se mostrou sensível
à causa desde o início”.
FONTE: Superintendência de Comunicação Institucional da CMBH
CONFIRA A REPORTAGEM COMPLETA DA TV GLOBO MINAS:
quarta-feira, 26 de novembro de 2025
Nosso projeto da motofaixa VAI SAIR DO PAPEL!
O prefeito Álvaro Damião confirmou a implantação da primeira motofaixa em BH, que será na Via Expressa, no trecho entre o Calafate e a Arena MRV.
A medida foi anunciada em maio de 2025 e é uma das apostas da
prefeitura para aumentar a segurança e organizar o trânsito para os
motociclistas na cidade.
Recentemente ele confirmou a implantação da motofaixa também em entrevista para a Rede 98 FM.
Local: O primeiro trecho a receber a motofaixa será a
Via Expressa, no trecho entre o bairro Calafate e a Arena MRV.
Objetivo: O projeto visa garantir mais segurança para
motociclistas e pedestres, reorganizando o trânsito da cidade.
Recursos: Um valor de R$ 500 mil enviado pelo vereador Braulio Lara, via emenda impositiva, foi reservado no
orçamento de 2025 para a implantação de motofaixas. A CDL/BH também conseguiu mais um aporte de R$ 400 mil ao orçamento do município, ou seja, R$ 900 mil estão garantidos para viabilizar esse projeto.
terça-feira, 25 de novembro de 2025
Câmara de BH aprova projeto que prevê retirada de fios e cabos soltos nas ruas
A Câmara Municipal de Belo Horizonte (CMBH) aprovou por
unanimidade, nesta quarta-feira (5), o Projeto de Lei (PL) 73/2025,
que obriga a prefeitura da capital mineira a notificar os prestadores de serviço e operadoras responsáveis por cabos e fios soltos ou partidos.
As empresas notificadas terão a responsabilidade de remover
os fios e cabos soltos ou abandonados dos postes e calçadas.
O texto, de autoria do vereador Braulio Lara (Novo), prevê ainda a criação de um
canal para que os próprios moradores possam denunciar à prefeitura a presença
desses cabos e fios abandonados ou soltos nas calçadas. “Não é difícil andar
pelas ruas e perceber os locais que tem fios rompidos, enrolados em postes, em
árvores, em placas de trânsito, trazendo risco para o pedestre, risco para os
motoqueiros e para os ciclistas. É uma luta que já vinha se arrastando há muito
tempo”, disse o parlamentar para a Itatiaia.
Com as denúncias, o Executivo ficará responsável por entrar
em contato com as operadoras de energia e telefonia, que deverão remover o
material das calçadas e dos postes dentro de um prazo determinado.
As empresas que descumprirem a determinação ficarão sujeitas
às multas estabelecidas pelo município.
A proposta já chegou a ser discutida em legislaturas
anteriores, mas acabou sendo “travada” após questionamentos do Executivo.
O líder de governo do prefeito Álvaro Damião (União Brasil),
vereador Bruno Miranda (PDT), encaminhou voto favorável
ao projeto. Em acordo com a prefeitura, a única alteração ao texto original
define que, se sancionada pelo Executivo, a lei entrará em vigor apenas 45 dias
após a publicação.
Reportagem Luisa Marques - Rádio Itatiaia
Desobstrução de vias públicas tem primeira aprovação em plenário
Após intensos debates e manifestações da sociedade civil organizada presente na galeria do Plenário Amintas de Barros, o Projeto de lei 173/2025 foi aprovado em 1º turno na tarde desta quarta-feira (12/11). A proposição determina que a Prefeitura de Belo Horizonte faça a retirada de elementos colocados em vias públicas que estejam obstruindo o caminho de pedestres ou de veículos. Braulio Lara (Novo), autor do projeto, declarou que a aprovação foi “um passo muito importante” e que não se trata de “uma guerra social”, mas que o objetivo “é sim encaminhar uma solução para isso”. O PL, que obteve 26 votos favoráveis, retorna agora para as comissões para análise das emendas. Para ser aprovado em definitivo, o texto precisa novamente do voto favorável da maioria dos parlamentares (21).
"Apropriação de via pública"
O PL 173/2025 busca desobstruir vias públicas e passeios
sempre que a circulação for prejudicada, retirando todos os elementos que
caracterizem estrutura permanente e estejam em desacordo com a legislação.
Braulio Lara solicitou a exibição de imagens que mostram calçadas obstruídas na
cidade, destacando uma via próxima à CMBH. O parlamentar ressaltou que a
presença desses itens nas calçadas atrapalha o trânsito de pessoas que têm
dificuldade de locomoção e afirmou que um cadeirante que trabalha na
Câmara “não tem o direito de passar pela calçada porque alguém resolveu se
apropriar de uma área que é pública”. Ainda segundo Braulio Lara, o trabalho
que está sendo realizado tem o objetivo de “devolver uma vida digna para as
pessoas em situação de rua”.
“Nos nossos abrigos há vagas. Se existem vagas, por que as
pessoas não são encaminhadas para uma restauração de vida digna? É muito
diferente o trabalho que nós da direita estamos fazendo porque a gente quer
tirar as pessoas da rua, dar a elas uma vida digna, dando casa, uma perspectiva
de recuperação profissional”, declarou Braulio Lara
O autor da proposta afirmou que a aprovação do PL
173/2025 foi um passo importante e ressaltou que está trabalhando na temática
desde 2021, realizando visitas em todas as casas de acolhimento da cidade. “Nós
vimos exatamente os problemas que nós temos na cidade. A gente quer sim
encaminhar solução para isso. A diferença é que tem pessoas que estão lutando
para preservar vocês nas ruas. Nós queremos preservar a dignidade das pessoas
com teto, é diferente”, completou Braulio Lara.
Fonte: Superintendência de Comunicação Institucional da Câmara Municipal de BH
Escândalo na Lagoa da Pampulha: substância que afeta a saúde humana é encontrada em níveis alarmantes
Uma audiência pública realizada nesta segunda-feira (10), na Câmara Municipal de Belo Horizonte, para discutir soluções e tecnologias voltadas ao tratamento e à preservação das águas da Lagoa da Pampulha, revelou um verdadeiro escândalo ambiental. Dados apresentados por especialistas mostraram que o espelho d’água, símbolo da capital mineira e patrimônio cultural reconhecido pela Unesco, está contaminado por uma série de substâncias perigosas — incluindo metais pesados, pesticidas, lubrificantes e até um elemento químico que sequer existe naturalmente no Brasil.
O oceanógrafo Bruno Libardoni, diretor da empresa Infinito Mare, expôs os resultados de três meses de monitoramento realizado na lagoa por meio de quatro equipamentos conhecidos como caravelas, boias tecnológicas que analisam a presença de micro-organismos e compostos químicos na água. O levantamento trouxe dados alarmantes: foram detectados esteroides fecais, pesticidas, óleos lubrificantes e mais de 15 tipos de metais, como alumínio, titânio, zinco, cobalto, magnésio e lantânio.
Segundo Libardoni, muitos
desses metais estão muito acima do que é normalmente aceito pelas normas
nacionais e internacionais, mas o caso mais grave envolve justamente o
lantânio, um mineral pertencente ao grupo das chamadas “terras raras” e que não
é encontrado em território brasileiro. De acordo com as análises, a
concentração dessa substância na Lagoa da Pampulha é 3,85 milhões de vezes
superior aos índices considerados seguros por padrões internacionais, um número
que, segundo o especialista, “não encontra precedentes em nenhum outro corpo
hídrico estudado”.
O oceanógrafo explicou que o
lantânio vem sendo introduzido artificialmente na lagoa por meio de um produto
chamado Phoslock, utilizado há mais de uma década como parte de um contrato
firmado entre a Prefeitura de Belo Horizonte e o consórcio Pampulha Viva, sem
processo licitatório. O produto, aplicado com a promessa de reduzir a presença
de fósforo e conter a proliferação de algas, contém lantânio em sua composição.
Com o uso crônico e sem monitoramento adequado, a substância estaria se
acumulando no fundo da lagoa, provocando assoreamento e possíveis riscos à fauna
e à saúde humana.
ESTOQUE
“Estamos estocando lantânio na
Pampulha, e isso é algo extremamente sério. Trata-se de um metal pesado que não
é natural do Brasil, aplicado de forma contínua e sem fiscalização adequada”,
afirmou o vereador Braulio Lara (Novo), um dos autores do requerimento da
audiência. “O Phoslock traz um metal que oferece riscos à saúde das pessoas e
está literalmente aterrando a lagoa”, completou o parlamentar, visivelmente
indignado com as revelações.
Além do lantânio, o estudo
mostrou que diversos outros metais estão em concentrações superiores aos
limites definidos pelo Conama (Conselho Nacional do Meio Ambiente), o que
reforça o cenário de contaminação. Especialistas alertaram que o uso prolongado
do Phoslock, aliado à ausência de controle técnico e transparência nos
contratos, pode ter transformado a Lagoa da Pampulha em um depósito tóxico de
difícil reversão.
A gravidade dos dados exige
novos estudos independentes sobre os impactos do lantânio no ecossistema local
e na saúde da população. Ministério Público e demais órgãos ambientais serão
chamados a acompanhar o caso.
Símbolo de Belo Horizonte e
Patrimônio Cultural da Humanidade, a Lagoa da Pampulha é uma das principais
referências turísticas da cidade. A descoberta de que o local abriga níveis tão
altos de contaminação química provoca uma profunda preocupação. “Estamos diante
de uma tragédia silenciosa”, resumiu Braulio Lara. “Por mais de dez anos, uma
substância rara e tóxica vem sendo depositada em um bem público tombado — e
quase ninguém sabia.”
NOVAS TECNOLOGIAS E SOLUÇÕES
A audiência também trouxe
muita informação por parte de empresas que possuem novas tecnologias para o
tratamento da lagoa. Todas foram unânimes em dizer que uma só forma não é
suficiente para trazer vida novamente à Lagoa da Pampulha. “Elas são
complementares. Não é apenas uma
solução que vai dar jeito na lagoa. Será a junção de diversas tecnologias é que
vai melhorar de vez a qualidade da água”, afirma Braulio Lara.
A audiência pública desta
segunda-feira apresentou diversas tecnologias e soluções para que a prefeitura
de BH realize estudos de viabilidade e novos caminhos possíveis para o
tratamento da água da lagoa da Pampulha.
Além de representantes da
Copasa, da PBH, do Instituto do
Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (IEPHA), do Tribunal de Contas
de Minas Gerais, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e da sociedade
civil, também participaram da audiência pública as empresas Chart Water, BioX
Microorganismos, Infinito Mare, Verus Ambiental e Hidrotractor.
ENCAMINHAMENTOS
O
vereador Braulio Lara sugeriu que a Copasa, juntamente com as prefeituras de BH
e Contagem avancem para uma contratação de novas tecnologias para que sejam
testadas no âmbito do tratamento da Lagoa da Pampulha. Segundo a Copasa, é
possível, sim, que um processo especial seja feito para conjugar testes sobre
novas tecnologias.
CONFIRA A REPERCUSSÃO DA AUDIÊNCIA PÚBLICA NA IMPRENSA:
Rompimento da Barragem da Lagoa do Nado: MPMG move Ação Civil Pública contra o Município de Belo Horizonte
O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) ajuizou Ação Civil Pública com pedido de tutela de urgência contra o Município de Belo Horizonte e dois de seus agentes públicos, em razão do rompimento da barragem do Parque Lagoa do Nado, ocorrido em 13 de novembro de 2024.
O colapso da estrutura, instalada no bairro Itapoã, resultou no esvaziamento completo do reservatório e na destruição de parte significativa do ecossistema local. Conforme o inquérito civil instaurado, o rompimento foi provocado por negligência administrativa e falhas de manutenção que se arrastavam há anos.
Falhas Graves e Omissão Reiterada
As investigações revelaram que o Município e seus servidores ignoraram uma série de alertas técnicos e relatórios de inspeção que apontavam riscos estruturais e falhas operacionais.
A barragem, construída na década de 1940, era de alto potencial de dano, conforme o cadastro do Sistema Nacional de Segurança de Barragens (SNISB). Ainda assim, não havia Plano de Ação de Emergência (PAE) nem Plano de Segurança de Barragens (PSB) devidamente implementados — exigências legais básicas para estruturas desse tipo.
A vistoria conduzida pelo Núcleo de Combate aos Crimes Ambientais (Nucrim) e pelo Instituto Mineiro de Gestão das Águas (Igam) constatou que a obstrução do vertedouro com tábuas de madeira (“stop logs”) reduziu drasticamente a vazão da barragem, contribuindo diretamente para a transposição e posterior ruptura.
Em novembro de 2023, um ano antes do desastre, técnicos já haviam identificado os mesmos dispositivos instalados de maneira irregular, sem qualquer protocolo de operação.
Estrutura Abandonada e Falta de Treinamento
Durante vistorias do MPMG e do Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Justiça do Meio Ambiente (Caoma), constatou-se que nenhum funcionário do parque recebeu treinamento sobre emergências e não havia sistema de alarme, sinalização de rotas de fuga ou monitoramento remoto.
A operação do vertedouro era manual e dependia da “observação pessoal” de servidores sem formação técnica. Além disso, a documentação de segurança não constava no sistema oficial do governo federal.
Relatórios técnicos anteriores — datados de 2019 e 2022 — já recomendavam obras de estabilização e adequação às normas vigentes, mas a Prefeitura deixou de cumpri-las, mantendo uma rotina precária de inspeções e respostas superficiais.
Impactos Ambientais e Danos à Fauna
Laudos produzidos pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente (SMMA) indicam que a área diretamente afetada pelo rompimento foi de 0,57 hectare. Foram recolhidos 253 animais vivos e 470 mortos, entre peixes, cágados e aves aquáticas. O impacto se estendeu à vegetação, com arraste de sedimentos, erosão e destruição da camada superficial do solo.
Segundo relatório da empresa contratada pela Prefeitura, R.P. de Sousa Júnior Engenharia, o rompimento “foi causado pelo galgamento do vertedouro em razão da obstrução com três tábuas de madeira”, confirmando o que já havia sido apontado por laudos do Igam e da Comissão Municipal de Sindicância.
Responsabilidade e Cadeia de Comando
A apuração do MPMG identificou falhas em cadeia dentro da administração municipal.
Um dos servidores admitiu que as tábuas (“stop logs”) haviam sido retiradas dias antes da tragédia, mas foram recolocadas sem autorização formal. Outro, embora listado como coordenador do Plano de Ação de Emergência, afirmou em depoimento não ter recebido os relatórios de inspeção nem conhecimento sobre a operação da barragem.
O relatório final de sindicância da Prefeitura confirmou ausência de controle sobre o acesso às chaves e aos dispositivos da comporta, o que teria permitido manipulações indevidas e contribuído para o acidente.
Danos Apurados
Os danos apurados pelo MPMG totalizam R$ 6.393.734,13, sendo R$ 1.393.734,13 referentes à recomposição ambiental e R$ 5 milhões correspondentes a danos morais coletivos. Tais valores evidenciam a extensão dos prejuízos causados pelo rompimento da barragem, tanto no aspecto ecológico quanto no dano coletivo à população, reforçando a necessidade de uma resposta judicial firme e reparatória.
Pedidos do Ministério Público de Minas Gerais
Na ação, assinada pelo promotor de Justiça Walter Freitas de Moraes Júnior, da Promotoria de Justiça de Defesa do Meio Ambiente de Belo Horizonte, o MPMG requer tutela de urgência para obrigar o Município a adotar medidas imediatas de segurança e recuperação ambiental, incluindo:
1. Apresentação de plano emergencial de segurança e recuperação estrutural em 30 dias, com cronograma físico-financeiro;
2. Implantação de sistema de alerta, sinalização e plano de evacuação para servidores e visitantes;
3. Videomonitoramento contínuo (24h) do local, com integração ao Centro de Operações da Prefeitura;
4. Realização de estudos técnicos independentes para identificar riscos residuais e plano de recuperação integral da área afetada.
O órgão pede, ainda, a condenação do Município e dos agentes públicos:
- À reconstrução da barragem com uso das melhores técnicas disponíveis;
- À elaboração e implementação de novos PSB e PAE, com treinamento de pessoal e rotas de fuga;
- Ao pagamento de indenização por danos morais coletivos de R$ 5 milhões e danos ambientais de R$ 1.393.734,13, totalizando R$ 6.393.734,13;
- À multa diária de R$ 20 mil em caso de descumprimento das determinações judiciais.
Gravidade e Consequências
De acordo com o promotor de Justiça Walter Freitas de Moraes Júnior, a ação do Ministério Público denuncia negligência administrativa e falhas sistêmicas de gestão pública, que transformaram uma estrutura de lazer e preservação ambiental em uma bomba-relógio dentro da cidade.
Segundo ele, o rompimento, embora não tenha causado mortes, escancarou a falta de preparo técnico e a omissão de agentes públicos diante de obrigações legais expressas, expondo a população e o meio ambiente a riscos previsíveis e evitáveis.
Fonte: Portal do Ministério Público de Minas Gerais
Foto: Flávio Tavares/Jornal O Tempo
TRAGÉDIA ANUNCIADA
No mesmo dia do rompimento da barragem, em 13 de novembro de 2024, o vereador Braulio Lara (Novo) denunciou que aquele evento que aconteceu na Lagoa do Nado poderia estourar a qualquer momento e poderia ser evitado, pois a prefeitura tinha conhecimento da necessidade de adequações em seu barramento.
É o que diz a justificativa da licitação feita pela Secretaria Municipal de Obras e Infraestrutura - SMOBI para a contratação de serviço técnico profissional especializado para elaboração de estudos e projetos executivos para adequações no barramento do Parque Municipal Fazenda Lagoa do Nado.
Em agosto de 2019, a ENGESOLO elaborou “Diagnóstico Preliminar das Condições de Estabilidade da Barragem Lagoa do Nado” o qual identificou a necessidade de adequações no barramento para melhoria nos fatores de segurança quanto à estabilidade frente às normas técnicas vigentes atualmente, propondo, inclusive, sua substituição por novo barramento de terra a jusante.
Em agosto de 2021, a STRATA apresentou “Parecer sobre as condições de estabilidade da Barragem do Nado”, o qual pontuou as mesmas considerações levantadas pela ENGESOLO anteriormente.
O tempo passou e em outubro do ano passado a empresa CONSMARA ENGENHARIA foi homologada vencedora da licitação com o valor de mais de 1 milhão de reais para apresentar à PBH estudos e projetos de recuperação e reforço das estruturas.
Na época já havia se passado 5 anos desde o diagnóstico preliminar emitido pela ENGESOLO e algumas questões ficaram no ar:
Neste tempo a prefeitura não conseguiu resolver o problema? A empresa vencedora da licitação não apresentou os projetos e estudos? Alguma atitude tinha sido tomada após o conhecimento destes documentos? O que foi feito de concreto nos anos de 2023 e 2024 para que eventos como o que aconteceu não aconteçam mais?
E também ficou mais uma pergunta no ar: as barragens da Pampulha e Santa Lúcia são seguras?
terça-feira, 29 de julho de 2025
sexta-feira, 3 de janeiro de 2025
Meu recado para Belo Horizonte!
No meu primeiro discurso após a posse, eu enfatizei a grande responsabilidade que temos dentro do poder legislativo. É necessário um trabalho independente e focado em resultado.
Afinal, nós sonhamos com uma Belo Horizonte mais livre, mais desenvolvida, amiga de quem gera emprego e renda, mais segura e, principalmente, livre de corrupção.
E para isso se tornar realidade, nossa cidade precisa de menos falação e mais trabalho! Hora de arregaçar as mangas e fazer acontecer, pois BH precisa de nós!
quinta-feira, 2 de janeiro de 2025
Um NOVO ciclo está começando!
Trabalho, seriedade e comprometimento. Trabalho verdadeiro por Belo Horizonte, seriedade para cumprir os objetivos traçados e comprometimento para encarar os problemas da nossa cidade.
Gratidão aos 10 mil votos que estão fazendo esse projeto crescer, ter continuidade e se tornar realidade. Um novo clico começa e o trabalho segue adiante!
segunda-feira, 30 de dezembro de 2024
Desgoverno Lula: PURA ILUSÃO!
A cada ano que passa é uma nova tentativa de ilusão ao povo brasileiro.
Afinal, essa "colheita" não chega nunca? No primeiro ano, Lula prometeu. No segundo, vendeu ilusão. Agora, no terceiro, repete a mesma dose.
A esquerda é assim. Vive de promessas, acreditando que estamos caindo numa história mal contada, que mais parece um conto da carochinha.
E para 2025? Já sabemos: mais promessas, ilusões e muito atraso.
📤 Compartilhe esse vídeo com alguém que não aguenta mais esse desgoverno no Brasil!
quinta-feira, 19 de dezembro de 2024
DIPLOMADO: vereador de BH mais uma vez!
Essa conquista não é só minha, mas também dos 10 mil eleitores que, juntamente comigo, estão fazendo a diferença na Câmara de Belo Horizonte, em direção a mais um mandato.
Vamos seguir com o bom trabalho, cheio de determinação, coragem e força para lutar pela nossa cidade.
Rumo à posse, ao nosso novo ciclo e aos novos desafios!
sexta-feira, 13 de dezembro de 2024
A Câmara de BH virou Banco?
Além da pressa e da tramitação tratorada, faltam informações sobre o destino do dinheiro. É absurdo, pois não há transparência.
Como esse dinheiro será gasto? Quais são as especificações? Onde está o detalhamento? Simplesmente não há!
É um desrespeito, pois, no final, a gente sabe pra quem essa conta fica: para o cidadão de Belo Horizonte.
Eu, no entanto, sigo mantendo minha coerência, defendendo os mesmos princípios e valores que me fizeram chegar até aqui.
Afinal, não existe dinheiro público, apenas dinheiro de cada cidadão que trabalha duro para pagar os impostos. E esse dinheiro precisa ser RESPEITADO!
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quarta-feira, 11 de dezembro de 2024
A INCOERÊNCIA da esquerda!
A defesa dos parques e das áreas verdes em Belo Horizonte é seletiva. A esquerda defende apenas o que interessa à agenda própria.
O PL 867/24, de minha autoria, que pretendia reconhecer a importância do Parque Maria do Socorro Moreira, que fica anexo ao Aeroporto Carlos Prates, foi rejeitado com os votos contrários da esquerda.No “projeto” da Prefeitura, o parque será desmatado? Teremos edificações em cima de áreas verdes? É um completo desrespeito.
Veremos os próximos capítulos, acompanhando e fiscalizando até o fim.
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